REDENTORISTAS “DE NOVO” EM JUAZEIRO

Caríssimo Dom Carlos Alberto Ofm (Dom Beto), bispo de Juazeiro, caros confrades redentoristas (Bahia e São Paulo), prezados irmãos no sacerdócio, religiosos e religiosas desta diocese, paroquianos, visitantes, povo de Deus aqui reunido ou participando através dos Meios de Comunicação aqui presentes.
Gostaria de fazer, em poucas palavras, um breve resumo da história dos Redentoristas com Juazeiro:
A história dos Redentoristas em Juazeiro tem dois momentos bem distintos: o primeiro momento aconteceu em 1950, quando deu-se a fundação da segunda comunidade redentorista da Vice-Província do Rio de Janeiro (hoje Província do Rio de Janeiro), no Nordeste do Brasil, em Juazeiro/BA, com os Missionários holandeses. Nesse tempo, Juazeiro era uma paróquia da diocese da Barra do Rio Grande (Barra), onde era bispo Dom João Batista Muniz, redentorista da Vice-Província do Rio de Janeiro, que pastoreou a diocese entre os anos 1942 a 1966. Ele era chamado de bispo sanitarista pelo combate a verminose e a malária. Ele, também, convidou os Redentoristas para o trabalho pastoral no Santuário do Bom Jesus da Lapa em 1956.
O segundo momento recomeça quando a diocese da Barra, em 1962, dá origem a duas outras Dioceses: a de Bom Jesus da Lapa e a Diocese de Juazeiro. Para Bom Jesus da Lapa foi nomeado um padre diocesano de Minas Gerais: Dom José Nicomedes Grossi (1963 -1990), o segundo bispo foi um redentorista da Província de São Paulo: Dom Francisco Batistela (1990-2009) e para Juazeiro foi nomeado um padre redentorista americano da Vice-Província de Manaus: Dom Thomás Murphy (1962-1975), bispo empreendedor e santo, que por motivo de saúde, pediu renúncia da diocese e foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador. Faleceu nos EUA em 1995, com fama de santidade.
Com a renúncia de Dom Thomás, foi nomeado para a Diocese de Juazeiro um padre redentorista da Província de Goiás: Dom José Rodrigues de Souza (1975-2003), bispo dos excluídos, que pastoreou e marcou profundamente a história de Juazeiro por 28 anos. Faleceu em Goiânia em 2012.
Além dos referidos bispos, muitos redentoristas de diversas unidades, passaram por essa diocese ao longo desses anos. Alguns se incardinaram no clero diocesano para fincar suas raízes nas terras do Juazeiro. E, alguns desses, permanecem até hoje. Porém, não foi mais estabelecida canonicamente uma comunidade religiosa redentorista.
Segundo alguns relatos, os pedidos foram muitos. Tanto da parte dos bispos, quanto da parte dos redentoristas daqui da diocese. Mas as respostas foram sempre: “não temos condições”, “não temos pessoal”, “agora não”, “vamos aguardar”, etc.
Por convite, persistência, as orações e perseverança de Dom Carlos Alberto, pelas reflexões e decisões dos Conselhos das nossas unidades referencias, ainda levamos quatro anos para atender ao pedido a esse pedido. Mas, hoje, estamos dando um corpo missionário a esse desejo tão amadurecido ao longo de todos esses anos.
Como a nossa Congregação Redentorista está em processo de reestruturação e reconfiguração de seus membros, comunidades e unidades, a implantação dessa comunidade é fruto de três unidades redentoristas: a Vice-Província da Bahia, a Província de São Paulo e a Província do Rio de Janeiro. Já que num futuro breve, seremos uma só Província.
A Província do Rio de Janeiro não pode participar com seu pessoal, nesse primeiro momento, mas apoia e colabora com a constituição dessa comunidade em processo de reconfiguração.
Para cá, enviamos três confrades. Por precedência na vida religiosa e na ordenação: Pe. José Pereira, missionário redentorista da Província de São Paulo, missionário experimentado e peregrino no sudeste, no norte e no nordeste do Brasil; Pe. Gilson da Silva, missionário redentorista da Vice-Província da Bahia, das Santas Missões, Paróquia Bom Jesus da Lapa e oito anos na Missão do Suriname; Pe. Marcos da Silva Santos, promotor vocacional, formador e missionário popular nas comunidades da Paroquia São João Batista em Bom Jesus da Lapa.
Nós viemos (ou voltamos) para formar uma comunidade missionária, ser presença missionária e parceiros na animação da missão nas terras do Juazeiro.
Que a Mãe do Perpetuo Socorro tão celebrada nessas terras e invocada, todavia, com o título de Nossa Senhora das Grotas abençoe esta missão, esses missionários, esta paróquia de Santo Antônio e toda essa diocese de Juazeiro.
Obs: Os Missionários Redentoristas que estavam presentes na concelebração, além dos três que formaram a nova comunidade: pela Vice-Província da Bahia Pe. Roque Silva Alves CSsR (Vice-Provincial), Pe. Adam Rapala (Conselheiro Extraordinário), Pe. Cosme Sérgio (Equipe Missionária) e Breno Bandeira (Postulante). Pela Província de São Paulo: Pe. Marlos Aurélio (Superior Provincial de São Paulo), Dom Joércio Gonçalves (bispo emérito de Coari-AM), Pe. José Vilas Boas (Ecônomo de São Paulo) e Pe. Mauro Vilela (Coordenador da TV Aparecida).
Pe. Roque Silva Alves CSsR, 24/01/2021