Coronavírus: veja perguntas e respostas

 

 
6 de março: Professora checa temperatura de estudante na Indonésia após país confirmar primeiro caso de coronavírus. — Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/Reuters6 de março: Professora checa temperatura de estudante na Indonésia após país confirmar primeiro caso de coronavírus. — Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/Reuters

6 de março: Professora checa temperatura de estudante na Indonésia após país confirmar primeiro caso de coronavírus. — Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/Reuters

 

O mundo está em alerta com o avanço do novo coronavírus, que surgiu em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, na China. A doença que causa a atual pandemia foi batizada pela Organização Mundial da Saúde como Covid-19. Abaixo, confira as principais perguntas e respostas sobre sintomas, transmissão, cuidados e possível cura.

 
 
 
 
Veja a íntegra com as dúvidas sobre o novo coronavírus

Veja a íntegra com as dúvidas sobre o novo coronavírus

 

  1. O que é o coronavírus?
  2. Como é a transmissão?
  3. Quais são os sintomas do coronavírus?
  4. Como prevenir o coronavírus?
  5. É possível se contaminar por meio de aperto de mãos?
  6. Como lavar as mãos corretamente?
  7. Como é feito o tratamento?
  8. Que produtos de limpeza matam o coronavírus?
  9. É possível ser infectado mais de um vez?
  10. Há vacina?
  11. Vitamina D protege contra coronavírus?
  12. Qual é a taxa de letalidade do coronavírus?
  13. Estou com suspeita. Como devo proceder?
  14. O coronavírus tem cura?
  15. Crianças ou adultos/idosos: quem corre mais risco ao ser infectado por coronavírus?
  16. Encomendas vindas da China podem chegar contaminadas?
  17. Animais de estimação podem transmitir o novo coronavírus?
  18. O clima no Brasil pode ajudar a combater o novo coronavírus?
  19. Qual é o tempo de incubação do novo coronavírus?
  20. Quanto tempo o novo coronavírus vive em uma superfície ou no ar?
  21. Como surgiu o coronavírus?
  22. Qual é orientação para quem tem viagens para países com registro de coronavírus?
  23. Grávidas correm mais riscos?
  24. Gestantes podem transmitir o coronavírus para o feto? E durante o parto?
  25. Mulheres com suspeita de coronavírus podem amamentar?
  26. Que cuidados deve tomar quem usa transporte público, como ônibus, trens e metrô?
  27. O novo coronavírus já apresenta mutações genéticas?
  28. Posso fazer um exame para saber se tenho o novo coronavírus?
  29. Qual o melhor tipo de álcool para higienizar as mãos?
  30. Quem precisa ser internado em isolamento no hospital?
  31. Quem precisa ficar em isolamento domiciliar?
  32. Coronavírus pode ser transmitido por pacientes assintomáticos?
  33. O que as empresas podem fazer para ajudar a prevenir a Covid-19?
  34. O que é transmissão local, comunitária ou sustentada do coronavírus?
  35. Que medidas as escolas podem adotar para proteger as crianças?
  36. Como se prevenir contra o coronavírus na academia?
  37. O que torna o sabão eficiente contra o coronavírus?
  38. O que é pandemia?
  39. Qual a diferença entre pandemia, epidemia e infecção endêmica?
  40. Qual o jeito certo de tossir e de espirrar?
  41. Quanto tempo deve durar a quarentena?
  42. O ibuprofeno é recomendado para tratar a Covid-19?
  43. É transmitido por relações sexuais?
  44. Quantos testes estão disponíveis no Brasil?
  45. A Covid-19 deixa sequelas nas pessoas que se recuperaram da doença?
  46. Por que o número de mortos na Itália é tão alto?
  47. É possível ser infectado na água das piscinas ou do mar?

  

 Coronavírus é o nome de uma grande família de vírus que tem uma estrutura em formato de coroa, conhecida desde 1960. Eles causam infecções respiratórias e já provocaram outras doenças, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

A doença causada pelo novo coronavírus recebeu o nome de Covid-19. Ela foi descoberta no final de dezembro de 2019, na China. A primeira morte foi registrada em 9 de janeiro.

 

Por meio de três formas:

 

  • Por vias respiratórias, pelo ar e por gotículas provenientes de espirros e da fala de indivíduos infectados;
  • Por contato físico, quando essas gotículas com o vírus alcançam mucosas do olho, nariz e boca por meio de beijos e abraços;
  • Por meio do contato de superfícies contaminadas, quando essas gotículas com o vírus ficam depositadas em locais como um corrimão ou uma maçaneta, e depois entram em contato com mucosas do olho, nariz e boca.

 

Coronavírus: quais os sintomas e quando devo procurar um médico?

Tosse seca, febre e cansaço são os principais sintomas, mas alguns pacientes podem sentir dores no corpo, congestionamento nasal, inflamação na garganta ou diarreia.

Nos casos mais graves, que geralmente ocorrem em pessoas que já apresentam outras doenças associadas, há síndrome respiratória aguda e insuficiência renal.

Conheça os sintomas e as formas de se prevenir contra o novo coronavírus

Conheça os sintomas e as formas de se prevenir contra o novo coronavírus

Higienizar as mãos e superfícies, como móveis e corrimão, são as principais formas de se prevenir contra o novo coronavírus. Mesmo com as mãos limpas, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Além disso, é preciso limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado.

 

  • Para quem está saudável, usar a máscara apenas se estiver cuidando de alguém que tenha suspeita de coronavírus
  • A máscara também deve ser usada por quem está tossindo ou com o nariz escorrendo

  

Coronavírus: como e quando usar a máscara?

Coronavírus: como e quando usar a máscara?

Nos casos em que se fizer necessária (citados acima), o uso da máscara deve ser combinado com a frequente higiene das mãos, com água e sabão ou utilizando álcool. Além disso, é preciso saber como utilizá-la da forma correta.

O Ministério da Saúde alerta também para que não seja feito o compartilhamento de itens pessoais, como talheres e toalhas. Também é recomendável manter a uma distância mínima de um metro de pessoas que estejam espirrando ou tossindo.

Para infectar uma pessoa, o vírus precisa sair de um doente e entrar no organismo de outra pessoa. Ao tossir, falar ou espirrar, por exemplo, o vírus se espalha por meio das gotículas – não há indício de transmissão pelo ar sem ter relação com estas gotículas.

Estudos avaliados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o vírus pode persistir nas superfícies por algumas horas ou, até mesmo, vários dias. Isto pode variar e depende das condições do local, do clima e da umidade do ambiente.

Usando as gotículas como "transporte", os vírus podem ficar em superfícies como maçanetas, apoios de transporte público, botões de elevadores, teclas de computador, celulares, entre outros.

Por isso, lavar as mãos retira o vírus da superfície do corpo e evita que, ao se coçar, por exemplo, ele entre em mucosas – como olhos, boca e nariz –, o que causa a infecção. (veja no vídeo no item abaixo a forma correta de lavar as mãos)

A proximidade do doente com a pessoa saudável pode permitir que essa "viagem" do vírus fique mais curta. Por isso, segundo os infectologistas, é hora de rever alguns hábitos sociais, como cumprimentar com beijos no rosto ou com um aperto de mãos.

"O costume latino-americano de abraçar, beijar, manter contato mais próximo pode vir a ser um risco maior para essas culturas", disse Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. "É recomendável evitar esse tipo de contato físico."

Coronavírus: como lavar as mãos da forma ideal?

Coronavírus: como lavar as mãos da forma ideal?

As mãos devem ser lavadas com água e sabão, ou higienizadas com álcool. A recomendação é que a higiene seja completa, inclua a parte inferior da ponta das unhas e alcance também a região do pulso.

Não existe tratamento específico contra a Covid-19. Os pacientes infectados recebem uma medicação para aliviar os sintomas. Ibuprofeno, corticoides e aspirina não devem ser usados por quem estiver infectado pelo novo coronavírus (Leia mais no item "42. O ibuprofeno é recomendado para tratar a Covid-19?").

Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento indicado é repouso e consumo de bastante água. Antibióticos não devem ser usados, segundo a OMS, por serem capazes de combater somente infecções bacterianas, não as virais como no caso do coronavírus. As medidas adotadas para aliviar os sintomas são:

 

  • Medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos).
  • Umidificador no quarto ou banho quente para aliviar a dor de garanta e tosse.

  

 O novo coronavírus pode ser morto por produtos de limpeza desinfetantes de fácil acesso, como álcool 70%, água sanitária e até com a combinação de água e sabão.

"O vírus possui uma cápsula de gordura protetora, e a limpeza com estes produtos retira essa cápsula e mata o vírus", afirma Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, especialista em doenças infecciosas e parasitárias e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A boa notícia é que o coronavírus "não é um vírus muito complicado de matar, pois ele não é resistente no ambiente", afirma Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

 
Como é o diagnóstico de coronavírus pelo Ministério da Saúde. — Foto: Arte/G1Como é o diagnóstico de coronavírus pelo Ministério da Saúde. — Foto: Arte/G1

Como é o diagnóstico de coronavírus pelo Ministério da Saúde. — Foto: Arte/G1

Os cientistas ainda não têm essa resposta de forma concreta. Há notícia de pelo menos um caso de uma mulher no Japão que testou positivo para o novo coronavírus pela segunda vez quase um mês após ter recebido alta do hospital.

Também houve outro caso na Itália, onde o primeiro paciente de coronavírus da cidade de Turim voltou a ter diagnóstico positivo para Covid-19 depois de ter sido liberado de um hospital com um resultado negativo para o vírus. Infecções reincidentes também foram relatadas na China, onde a doença se originou no fim de 2019.

Ainda não, mas vários países, como Rússia, China e Estados Unidos, já pesquisam uma vacina contra coronavírus. Em 16 de março, cientistas norte-americanos realizaram o primeiro teste da vacina em humanos. Autoridades de saúde dos Estados Unidos informaram que voluntários de Seattle, um dos estados mais afetados pela Covid-19 no país, começaram a ser imunizados.

Em 17 de março, o jornal oficial do Partido Comunista da China informou que foi dado aval aval para que pesquisadores chineses iniciem testes de segurança em humanos de uma vacina experimental. A expectativa era que os ensaios clínicos em estágio inicial dessa potencial vacina começassem até o dia 21 do mesmo mês.

Mesmo sem haver vacina específica contra o coronavírus, especialistas recomendam, no entanto, que mesmo as vacinas contra outros doenças sejam tomadas como forma de evitar que o corpo fique vulnerável a mais de enfermidades, o que poderia agravar o quadro numa eventual infecção de coronavírus.

O diretor-adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS na América Latina, Jarbas Barbosa informou em 5 de março que uma nova vacina poderia ficar pronta dentro de 12 a 18 meses – em uma expectativa otimista. Enquanto isso, um medicamento para atenuar os sintomas deve ser desenvolvido em menos tempo.

Segundo o Ministério da Saúde, não. Até o momento, não há nenhum medicamento específico para prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

Até 12 de março, o novo coronavírus apresentava uma taxa média de letalidade de 3,6% até esta quinta-feira (12). Na China, o índice era de 3,9%, e, fora dela, 3,2%. A variação entre países pode ir de 0% a 6,6%, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A taxa de letalidade entre idosos acima de 80 anos pode passar de 15%, e entre os jovens é menor que 0,5%.

O vírus, até 12 de março, matava mais que o da gripe (Influenza), mas menos do que o de outros integrantes da família coronavírus (Sars e Mers). Os especialistas entrevistados pelo G1 dizem que ainda é cedo para cravar um número sobre a letalidade da doença Covid-19.

 

13. Estou com suspeita de infecção por coronavírus. Como devo proceder?

 

A recomendação do Ministério da Saúde é para que pessoas com sintomas gripais permaneçam em casa e em isolamento social por sete dias. Se os sintomas se agravarem nesse período, e a pessoa apresentar tosse seca e falta de ar, a recomendação é para procurar um posto de saúde ou consultório médico para avaliação clínica.

O ministério ressalta que as pessoas podem ou apresentar ou não febre. O hospital deve ser a última alternativa, quando o caso estiver mais grave.

A pessoa que não passar pelo teste para confirmar se contraiu ou não o novo coronavírus mas apresentar os sintomas deve permanecer em casa e em isolamento social por sete dias e não sair em hipótese alguma.

Se os sintomas não melhorarem em sete dias, o isolamento deve ser prorrogado por mais sete dias. O uso da máscara em pessoas com Covid-19 não impede a transmissão do vírus, ressalta o ministério.

O isolamento social e domiciliar visam minimizar a transmissão da coronavírus.

Segundo a OMS, ainda não há cura e não há um tratamento medicamentoso definido. Mas, segundo o infectologista Queiroz, existe a chamada "cura espontânea", que ocorre quando o corpo reage à infecção.

 

15. Crianças ou adultos/idosos: quem corre mais risco ao ser infectado por coronavírus?

 

Ainda em janeiro, quando os casos de transmissão se concentravam na China, onde havia 25 mortes, o Comitê Nacional de Saúde chinês divulgou que homens com mais de 50 anos e com algum problema de saúde eram mais da metade das vítimas de coronavírus. O levantamento apontava que a idade média das vítimas é de 75 anos. A Organização Mundial de Saúde não divulgou balanço com a idade dos infectados e mortos.

Segundo o médico infectologista Caio Rosenthal, uma série de fatores colabora para que idosos sejam mais afetados que a população em geral. Veja, abaixo, alguns deles:

 

  • O sistema imunológico dos idosos costuma ser deficiente por causa da idade
  • Mesmo as vacinas tomadas na juventude já não são tão eficazes, portanto há menos anticorpos no organismo
  • Os pulmões e mucosas tornam-se mais frágeis e vulneráveis a doenças virais
  • O idoso costuma engasgar e aspirar mais, inclusive levando mais a mão à boca, aumentando o risco de contágio
  • Ele também vai a hospitais com mais frequência, ficando mais exposto a micro-organismos

 

Em 16 de março, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que há registro de morte de crianças por causa do Covid-19. Até então, a entidade não havia informado sobre vítimas nesta faixa etária. Não foram dados detalhes sobre crianças afetadas.

A probabilidade de uma pessoa contaminar as mercadorias comerciais é pequena, segundo a OMS. E, mesmo se o item for infectado, ele não conseguirá resistir a movimentações e diferentes condições de temperatura enfrentadas durante a viagem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando pesquisas sobre a relação entre animais de estimação e a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Há registro de um cachorro com um nível fraco de infecção em Hong Kong. No entanto, até 15 de março a organização informava não haver evidência significativa de que pets possam ficar doentes ou transmitir o vírus.

Mesmo assim, a recomendação das autoridades de saúde é que pessoas infectadas limitem o contato com seus cães e gatos. Além disso, cuidados básicos de higiene devem ser seguidos pelos humanos ao manusear animais.

A única suspeita é que a carne de animais infectados pode contaminar humanos. Não há, porém, informações sobre a forma como os bichos se contaminam com o vírus.

De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, o clima e a temperatura podem não ter um papel tão fundamental assim na disseminação de uma doença.

"Vírus não respeita temperatura. O H1N1 atingiu os Estados Unidos em pleno verão. A Influenza é um vírus de inverno e tem todo ano no Caribe [região tropical]. No ano passado, teve surto de H1N1 no Amazonas", disse a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Para Rosana Richtmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a propagação tem menos relação com o clima do que com a movimentação de pessoas.

"No Sudeste, que tem um trânsito muito maior de voos internacionais e uma densidade populacional muito maior, o risco eu acho maior, mas por causa dessas condições, não por causa das condições climáticas", disse.

O "período de incubação" significa o tempo entre a captura do vírus pelo ser humano e o início dos sintomas da doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das estimativas do período de incubação do Covid-19 varia de 1 a 14 dias, geralmente em torno de 5 dias.

Um estudo publicado na revista científica "New England Journal of Medicine" em 17 de março afirma que o coronavírus consegue sobreviver até 3 dias em algumas superfícies, como plástico ou aço. Já em papelão, o vírus pode ficar por até 24 horas, enquanto na superfície de cobre dura 4 horas e em poeiras, 1,1 hora.

Os estudos ainda não determinaram a origem. Sabe-se que o vírus responsável pelo Covid-19 é uma variação da família coronavírus. Outras variações mais antigas de coronavírus, como SARS-CoV e MERS-CoV, já eram conhecidas pelos cientistas.

O surto inicial da doença atingiu pessoas que tiveram alguma associação a um mercado de frutos do mar em Wuhan. Uma das hipóteses é que a origem tenha relação com o consumo de carne de pangolim, um mamífero em extinção.

Como a atual recomendação do governo de diversos estados brasileiros e em outros países é para que a população evite sair de casa ou fique em completa quarentena, as viagens também não são recomendáveis.

Diversos países, como Estados Unidos, Canadá, União Europeia e vizinhos da América do Sul, como Argentina, Peru, Colômbia e Chile, já fecharam as fronteiras para pessoas de outras nacionalidades ou para cidadão de determinados países ou regiões.

Há ainda países que já iniciaram a quarentena, o que significa dizer que as pessoas no território devem permanecer em casa e que pode haver dificuldades para turistas, e aqueles que exigem dias de isolamento para quem chega do exterior.

O infectologista Cláudio Roberto Gonsalez lembra: “A crise do coronavírus alcançou grandes proporções e está numa situação incontrolável. O ideal para todos aqueles que têm compromissos no exterior é postergar”.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, explica que as mulheres grávidas passam por alterações imunológicas e fisiológicas que podem torná-las mais suscetíveis a infecções respiratórias virais, com a do Covid-19.

O Instituto afirma que as mulheres grávidas têm mais risco de doença grave, morbidade ou mortalidade em comparação ao restante da população, "como observado em casos de outras infecções relacionadas ao coronavírus - incluindo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (Sars-CoV) e coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers- CoV) - e outras infecções respiratórias virais, como influenza, durante a gravidez".

Estudos publicados em 13 e 16 de março relatam casos de mães grávidas que pegaram o novo coronavírus em Wuhan, na China, e não passaram a doença para os bebês.

De acordo com um dos artigos, da revista "Frontiers in Pediatrics", nenhum dos bebês filhos de mães que foram infectadas com o vírus desenvolveu os sintomas da Covid-19. Eles tinham sido isolados em unidades de terapia intensiva e alimentados com fórmula.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirma que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão, e que não há caso de bebês infectados com o novo coronavírus.

O CDC afirma que o vírus não foi detectado em nenhuma amostra de líquido amniótico nem de leite materno, o que pode ser uma boa notícia sobre a questão da transmissão do vírus entre mãe e recém-nascido.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, afirma que não há informações suficientes sobre a possibilidade desta transmissão. Nos casos analisados, o vírus não foi detectado no leite materno.

Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirma que é importante manter os ambientes arejados. Ele indica que ao se apoiar nas barras de apoio, as pessoas devem tomar cuidado e fazer a higienização das mãos, pois ali pode conter gotículas de tosse ou espirro. Gorinchteyn indica que as pessoas evitem tocar olhos, boca e nariz e, também, usar o transporte em horário de pico.

Em algumas cidades, como nas do ABC Paulista e no Rio de Janeiro, as prefeituras determinaram a redução da frota devido às recomendações para evitar deslocamentos. Em São Paulo, a prefeitura fez acordo com as empresas para que os coletivos sejam limpos ao fim de cada viagem e pediu a idosos que parem de usar o transporte público.

Sim. O código genético dos vírus passa por mutações, e é uma característica normal. Os cientistas usam as mudanças nos genes para rastrear quando elas ocorreram e, assim, investigar o caminho das infecções. Esse processo é importante na fabricação de vacinas e no desenvolvimento de medicamentos.

No caso dos dois primeiros pacientes brasileiros com casos confirmados da doença, os pesquisadores encontraram diferenças nas sequências genéticas dos vírus detectados. O primeiro deles tinha um vírus mais parecido com o encontrado na Alemanha; o segundo, com código mais similar ao encontrado na Inglaterra.

Alguns hospitais e clínicas particulares oferecem testes que podem ser realizados por cerca de R$ 140. De acordo com os especialistas ouvidos pelo G1, é preciso apresentar os sintomas e passar por uma avaliação médica – uma medida para não sobrecarregar o atendimento. O resultado sai em 48 horas.

No caso do sistema público de saúde, um paciente que irá até uma unidade básica ou hospital também deverá apresentar os sintomas e ter tido um possível contato com o vírus – seja viajando para países com casos confirmados ou chegando perto de pessoas que tiveram a doença.

No entanto, o Ministério da Saúde recomendou que os testes só podem ser realizados em casos mais graves, contrariando a recomendação da OMS para a realização de testes em massa.

A medida busca economizar testes para que sejam garantidos para as pessoas com complicações. O governo disse ter comprado kits da Fiocruz para 30 mil testes nos laboratórios públicos do Brasil. A produção atual do Instituto Bio-Manguinhos é de 3,5 mil a 4 mil testes.

Para que o exame seja feito, é preciso o encaminhamento de um médico para garantir que pacientes do sistema público de saúde com risco real da doença consigam ser atendidos. Uma coleta de materiais respiratórios é feita para gerar duas amostras. Elas são encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Depois de as amostras terem sido testadas para outras doenças que já circulam no Brasil, elas podem ser submetidas ao exame específico para detectar o RNA viral (código genético) do novo coronavírus.

O Ministério da Saúde anunciou em 18 de março que todos os laboratórios públicos do país, nos 26 estados e do Distrito Federal, podem realizar exame para o covid-19. No mesmo dia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou oito novos testes de coronavírus. Os produtos são para uso profissional durante a triagem e o diagnóstico da doença.

 
 
 
 
 
 
 
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Manter as mãos limpas é uma das principais estratégias de prevenção contra o coronavírus. Além da limpeza com água e sabão, outra opção é o uso do álcool gel. A recomendação dos médicos é para que ele seja usado somente na concentração de 70%, ideal para alcançar ação contra bactérias, fungos e vírus.

É importante lembrar que a produção caseira de álcool gel pode trazer riscos. "O álcool gel a 70% vendido em farmácia segue regras específicas de formulação, reguladas pela Anvisa. As receitas caseiras podem não ter a concentração ideal de álcool e não atingir o objetivo", afirma Leonardo Weissmann, infectologista.

Segundo Leonardo Weissmann, médico infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, a decisão é baseada em avaliação médica.

 

"Internação hospitalar está indicada em casos com quadro respiratório grave, pacientes com doenças cardíacas, doenças pulmonares, diabetes, pessoas com baixa imunidade, neoplasias e grupos de maior risco (crianças menores de 2 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais), com possibilidade de potencial agravamento", Leonardo Weissmann.

 

A recomendação do Ministério da Saúde é de que esses casos sejam encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, os casos suspeitos leves podem não necessitar de hospitalização e devem ser acompanhados pela atenção primária com medidas de precaução domiciliar.

Leonardo Weissmann, médico infectologista, afirma que nos casos leves é possível a adoção de medidas restritivas individuais de isolamento e quarentena domiciliar, com restrição de contatos com pessoas e ambientes externos.

O Hospital Albert Einstein diz que o isolamento domiciliar é indicado para casos suspeitos ou confirmados que não forem classificados como graves; para pacientes com sintomas que estiveram na China, Coreia do Sul, Irã ou Itália; e para pacientes sem sintomas, mas que tiveram ou mantém contato com alguém que tenha o diagnostico confirmado.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a transmissão de uma pessoa assintomática é rara. O modo de contágio mais comum é por meio de pacientes que apresentam os sintomas de Covid-19.

Segundo o Ministério da Saúde, casos assintomáticos e durante o período de incubação não são contagiosos. No entanto, o próprio ministério informa que há dados que sugerem que a transmissão pode ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

O ministério destaca, ainda, que é possível haver transmissão por quem apresentou sintomas mesmo após eles já terem acabado. O período de transmissibilidade, nesse último caso, ainda é desconhecido.

De acordo com Leonardo Weissmann, médico infectologista, a orientação aos funcionários quanto às formas de transmissão e precaução contra o coronavírus é um dos primeiros passos que as empresas devem dar para colaborar com a diminuição da transmissão da Covid-19.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, criou um grande manual para orientar as empresas no combate ao vírus.

No guia, o CDC indica que a primeira conduta deve ser orientar que empregados com sintomas fiquem em casa e só retornem ao trabalho 24 horas depois do fim da febre, tosse ou de qualquer outra alteração no organismo.

Segundo recomendações do Ministério da Saúde, as empresas devem liberar os funcionários para trabalhar de casa (home office) para diminuir o risco de transmissão comunitária. Outra medida é adotar horários alternativos, evitando assim períodos de pico.

O governo federal determinou que servidores públicos com 60 anos ou mais, imunodeficientes ou pessoas com doenças crônicas ou graves e grávidas sejam liberados para trabalhar de casa. O estado de São paulo replicou a resolução federal.

Dezenas de países já registraram casos de coronavírus, em cinco continentes, exceto na Antártica. Entretanto, ter casos de coronavírus não quer dizer que toda a população será infectada, ou que todos os infectados terão casos graves da doença.

Para entender a agressividade do vírus em cada nação, é preciso olhar o status de transmissão do Sars-CoV-2, o novo coronavírus que causa a Covid-19, que varia de país para país.

 

  • Transmissão local: São casos de pessoas que se infectaram com Covid-19, não estiveram em nenhum país com registro da doença, mas tiveram contato com outro paciente infectado, que trouxe o vírus de fora do país. Há casos assim no Brasil.
  • Transmissão sustentada ou comunitária: São casos de transmissão do vírus entre a população – um paciente infectado que não esteve nos países com registro da doença transmite a doença para outra pessoa, que também não viajou.

 

Inicialmente, a recomendação era para que crianças com sinais de gripe não fossem levadas à escola. No decorrer do avanço do vírus no Brasil, governos estaduais e prefeituras passaram a suspender aulas ou adiantar o período de férias.

Segundo informações do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) de 17 de março, as aulas já haviam sido suspensas por tempo indeterminado em todos os estados e do Distrito Federal.

Desde 13 de março que o Ministério da Saúde orientava que a prática de atividades físicas só fosse feita ao ar livre, em vez de em locais fechados. Em 19 de março, algumas unidades da federação já determinavam o fechamento das academias. A medida valia para Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Distrito Federal, pelo prazo inicial de 15 dias.

Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explicou ao G1 que o sabão tem duas formas de ação que fragilizam e matam os vírus.

Fonseca explica que o vírus, quando está na mão de uma pessoa, fica protegido por outros produtos biológicos, como resto de células. Esses produtos biológicos tornam possível que o vírus viva mais tempo fora do corpo.

 

"Um vírus sozinho, em água, por exemplo, sobrevive muito pouco tempo. Então o sabão age destruindo esses materiais biológicos e expondo o vírus. Quando ele faz isso, o vírus perde essa proteção de material biológico que fica naturalmente nessas gotículas de saliva e ele fica exposto aos raios ultravioleta do sol, por exemplo, e pode ser destruído rapidamente" - Flavio Fonseca, virologista da UFMG

 

Fonseca diz que o sabão tem uma segunda forma de agir sobre o vírus. "O sabão é emulsificante, ele desmancha a gordura". O virologista explica que a parte mais externa do coronavírus é uma camada de gordura e o sabão desmancha essa camada e mata o vírus.

 

"Nessa camada de gordura, que a gente chama de envelope viral, estão inseridas as proteínas que são responsáveis pela ligação do vírus às células. Sem essa camada de gordura, essas proteínas são perdidas e o vírus não consegue entrar nas células" - Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em Vacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia para o Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, na quarta-feira, 11 de março. Segundo a OMS, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. É um termo usado com mais frequência em referência à gripe e, geralmente, indica que uma epidemia se espalhou para dois ou mais continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

A questão da gravidade da doença não entra na definição estrita da OMS de uma pandemia -- apenas a disseminação --, embora a organização possa levar em consideração o ônus geral da doença para a população antes de declarar uma pandemia.

Pandemia: é a disseminação mundial de uma nova doença. É um termo usado com mais frequência em referência à gripe e geralmente indica que uma epidemia se espalhou para dois ou mais continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

Epidemia: é "um aumento nos casos, seguido por um pico e depois uma diminuição". É o que acontece nos países onde as epidemias de gripe são registradas todos os anos: no outono e no inverno os casos aumentam, o máximo de infecções é atingido e depois diminui.

Infecção endêmica: quando a doença está presente em uma área permanentemente, o tempo todo, durante anos e anos.

 
Forma correta de tossir, levando a boca ao antebraço — Foto: Marcelo Brandt/G1Forma correta de tossir, levando a boca ao antebraço — Foto: Marcelo Brandt/G1

Forma correta de tossir, levando a boca ao antebraço — Foto: Marcelo Brandt/G1

Segundo a chamada “etiqueta respiratória”, o ideal é que, ao tossir ou espirrar, o indivíduo use um lenço de papel para cobrir o nariz e a boca. “Vai funcionar como uma máscara, que evita a dissipação do vírus para o meio ambiente”, explica Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Como o novo coronavírus é transmitido principalmente pelas gotículas da pessoa infectada, a atenção deve ser redobrada.

Caso a pessoa não tenha um lenço, deve tossir ou espirrar no antebraço, e não na mão. “Nós usamos as mãos para cumprimentar colegas. E também encostamos em superfícies de uso comum, como barras de apoio em transporte público, que ficariam contaminadas”, diz Granato.

O Ministério da Saúde publicou uma portaria em 12 e março que define como será feita quarentena. A medida, que precisa ser determinada por ato administrativo formal de uma autoridade pública, pode ser adotada por até 40 dias e pode se estender pelo tempo necessário para reduzir a transmissão comunitária e garantir a manutenção dos serviços de saúde.

Segundo a portaria, a quarentena é a "restrição de atividades ou separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes, ou de bagagens, contêineres, animais, meios de transporte ou mercadorias suspeitos de contaminação, de maneira a evitar a possível contaminação ou a propagação do coronavírus".

Ao contrário do isolamento, que é a separação de pessoas doentes ou contaminadas — ou de bagagens, meios de transporte, mercadorias ou encomendas postais afetadas — e pode durar até 14 dias, a quarentena é uma restrição à circulação em um lugar, como um bairro, um hospital ou um hotel.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) chegou a recomendar, em 17 de março, que as pessoas não usem ibuprofeno, substância encontrada em anti-inflamatórios, para tratar possíveis sintomas de Covid-19. Segundo a organização, o paracetamol é recomendado em casos suspeitos.

No entanto, em 19 de março, a organização voltou atrás e retirou a restrição de uso desse tipo de medicamento. Apesar da mudança na orientação da OMS, o Ministério da Saúde segue recomendando que outros medicamentos sejam usados contra a doença. Em uma publicação em uma rede social após a OMS voltar atrás, a pasta afirmou que, "por precaução", recomenda "a substituição do #ibuprofeno por outros analgésicos.

Especialistas ouvidos pelo G1 orientam que, por precaução, além do ibuprofeno, corticoides e aspirina também não devem ser usados por quem estiver infectado pelo novo coronavírus.

 

43. É transmitido por relações sexuais?

 

Para especialistas, duas pessoas que não apresentam os sintomas podem realizar relações sexuais normalmente, segundo o infectologista Renato Grinbaum. “Se um dos dois apresenta sintomas respiratórios, o contato próximo com secreções, não necessariamente sexual pode transmitir. E podemos afirmar categoricamente que não existe transmissão sexual do vírus. O beijo é um problema quando um dos membros do casal está infectado.

 

44. Quantos testes para o estão disponíveis no Brasil?

 

No dia 17 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou 8 novos testes para o diagnóstico para o coronavírus. Seis empresas, com testes rápidos, estimam vender, inicialmente, 640 mil kits no Brasil.

Das seis empresas que foram autorizadas pela Anvisa para a produção dos novos testes, cinco informaram que irão iniciar a distribuição no mês de abril. Algumas empresas afirmaram que os testes serão distribuídas para a rede pública e privada.

No dia 19 de março, o Ministério da Saúde distribuiu 17,9 mil testes para a realização de exames de coronavírus nos 27 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens). Ao todo o Ministério adquiriu 150 mil testes fornecidos pela Bio-Manguinhos/ Fiocruz.

Segundo informações do Ministério da Saúde, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) estão habilitados para realizar somente um teste, no qual é possível identificar a infecção do vírus, sem a necessidade de fazer uma contraprova.

 

45. A Covid-19 deixa sequelas nas pessoas que se recuperaram da doença?

 

Segundo Marcelo Otsuka, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), por enquanto nenhum estudo apresentou a possibilidade de uma pessoa que foi infectada pelo novo coronavírus apresentar sequelas. "Existe alguns trabalhos sobre reativação do vírus após duas semanas. Mas com quadro mais leve".

No dia 20 de março, a Itália registrou mais 627 mortes pelo novo coronavírus — a maior alta diária desde o início da pandemia. Com isso, o número de vítimas de Covid-19 no país chegou a 4.032.

Com população envelhecida o coronavírus, que afeta mais seriamente os idosos ou pessoas com outras patologias, mata os mais doentes da Itália, o país com mais idosos no mundo depois do Japão.

Para especialista, o recorde mundial de mortes pelo novo coronavírus da Itália está ligado a vários fatores: idade média da população, organização de saúde e método de contagem dos contaminados e falecidos.

 

47. É possível ser infectado na água do mar ou das piscinas?

 

O infectologista Marcos Lago, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, diz que não é possível ser infectado diretamente pela água do mar ou das piscinas.

"Ele [o novo coronavírus] pode ser veiculado através da água, mas indiretamente. Se beber do mesmo copo d'água, por exemplo. Na água de piscina ou no mar, o vírus morre rapidamente. Em poucos segundos, até. No entanto, é complicado porque piscina não é só água. Tem bordas, escada [de alumínio, geralmente]. E no alumínio, o vírus pode permanecer ali por até dois dias. O problema da praia não é o mar, mas tem a barraca, a cadeira de sol... Além da aglomeração. São ambientes de socialização. É por isso que os clubes fecharam. Mesmo que seja seja só natação, mesmo assim tem a escada, apoio da toalha, trocar de roupa no vestiário, as divisões de raias", explica Marcos Lago.