MENSAGEM DA VI ASSEMBLEIA DA CONFERÊNCIA DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE

“Testemunhas do Redentor, solidários para a Missão num mundo ferido”
(Tema do sexênio 2017-2022)

Queridos religiosos, religiosas, formandos, leigos e leigas da Família Redentorista da América Latina e do Caribe,

Nós, os Missionários Redentoristas na América Latina e no Caribe, Superiores (Vices) Provinciais, os delegados (Vogais) e representantes dos Irmãos, das Missões e dos Leigo(a)s Redentoristas (na 2ª semana), juntamente com o Superior Geral, Pe. Michael Brehl, o Conselheiro Geral, Pe. Rogério Gomes e o Coordenador da Conferência, Pe. Marcelo Araújo, estivemos reunidos na sede da Conferência Episcopal Mexicana - CEM, nos dias 17 a 30 de junho de 2019, para a reunião da metade do sexênio e a VI Assembleia da Conferência da América Latina e do Caribe

Nosso encontro aconteceu em clima de fraternidade, oração, comunhão, alegria, diálogo e esperança, sem ocultar os temores diante da grande responsabilidade que carregamos. Afinal, sabemos que tomamos decisões importantes no contexto da reestruturação e reconfiguração que vivemos na Congregação e que comprometem todas as nossas Unidades e cada redentorista.

Nossos objetivos nestes dias foram: 1) revisar os passos e os desafios na implementação das decisões do XXV Capítulo Geral; 2) apresentar os documentos do Governo Geral para a vida da Congregação, que foram pedidos pelo Capítulo Geral; 3) Definição do Plano apostólico e do Projeto de Reconfiguração, com propostas de passos para a implementação dos mesmos 4) desenvolver a implementação das decisões do Capítulo Geral. 5) Oferecer indicações e sugestões para o processo de preparação do XXVI Capítulo Geral.

A mística do processo de reestruturação, assumido nos últimos Capítulos Gerais, guiou nossas reflexões ao longo desses dias. A missão é nossa identidade fundamental como seguidores de Jesus Cristo na fidelidade criativa ao espírito e à tradição de Santo Afonso e da nossa Congregação.

Como Conferência da América Latina e do Caribe, acreditamos que estamos diante de um profundo chamado do Espírito, que nos convida a resgatar nossas raízes carismáticas, deixando-nos interpelar pelos sinais dos tempos, para sermos capazes de deixar nossos lugares de segurança e conforto (EG 20). Que sejamos uma Igreja em saída, em direção às periferias existenciais e territoriais da América Latina e do Caribe, continente marcado pelas injustiças, pela opressão e desrespeito aos direitos humanos, gerando tantos excluídos e refugiados.

Convidamos e encorajamos cada confrade, a se comprometer com o processo de revitalização da vida apostólica e comunitária, valorizando e vivendo o testemunho pessoal e comunitário, colocando-se a serviço da evangelização, num espírito de solidariedade que nos desafia a partilhar os recursos humanos e materiais para a missão do Redentor. (Const. 20)

Além disso, o projeto de reconfiguração das unidades redentoristas, aprovado nesta assembleia no México, é um apelo para anunciar o Evangelho de modo sempre novo, renovada esperança, corações renovados, estruturas renovadas para a Missão, como nos ensinou São Clemente. As novas Províncias vão representar um novo desafio de convivência entre os confrades e com os leigos. Será fundamental a mística da Encarnação, tanto para viver com confrades de culturas distintas, como para inserir-se em ambientes sociais e eclesiais diferentes daqueles em que fomos formados. A consciência de união no essencial e o espaço de liberdade no acidental pode dar um colorido novo à vida comunitária e de oração, ao invés de criar tensões e discórdias.

É preciso pôr-se a caminho logo. É necessário superar todo espírito de provincialismo, clericalismo e apego a lugares e estruturas já feitas. Tal disponibilidade só é viável quando assumimos um “distacco” da necessidade de segurança, que normalmente tende a nos manter em ambientes conhecidos e seguros. A formação inicial e permanente tem um papel importante neste processo para delinear o perfil deste rosto redentorista. Todos nós, religiosos e Leigos, estamos convocados a partirmos juntos neste Êxodo missionário, descobrindo com ousadia, novos caminhos, através dos quais o Evangelho seja pregado a toda pessoa que vive neste mundo ferido. Afinal, os pobres e abandonados representam nosso desafio constitucional, nossa razão de ser como família missionária e são protagonistas da evangelização. Eles são nossos mestres na disponibilidade e no despojamento.

É essencial que a reestruturação de nossa Congregação Redentorista seja guiada pelo Espírito Santo, gerando a conversão dos corações e mentalidades, sem medo de assumir riscos por amor à missão. (Const. 11) As novas estruturas vão gerar maior liberdade quanto ao objetivo e aos métodos de nossas iniciativas missionárias.

Louvamos ao Pai por todos os religiosos e leigo(a)s Redentoristas que acreditam e dão a vida por este projeto de Redenção. Nossa gratidão aos confrades da Província do México, que nos receberam com coração fraternal.

Colocamo-nos nas mãos de Maria que, com seu olhar doce e terno, nos acompanhou silenciosamente, sob a invocação de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina. Pedimos a Ela, que é a Mãe do Perpétuo Socorro, que não pare de repetir para o nosso ouvido: "façam tudo o que Ele lhes disser".

Por fim, louvamos esta nova etapa de nossa história congregacional, inspirados pela dedicação do beato Pedro Donders, grande missionário latino-americano, que, com seu testemunho se tornou um modelo de dedicação, serviço e disponibilidade para a missão.

Fraternalmente em Cristo Redentor,

Participantes da VI Assembleia da Conferência da América Latina e do Caribe e Reunião da metade do sexênio 
(17 a 30 de junho de 2019)